Desde há séculos que os problemas relacionados com o lixo, vêm preocupando os responsáveis pela governação pública.
Com o evoluir dos tempos , com o desenvolvimento industrial e com o aparecimento de centros urbanos cada vez maiores, estas preocupações aumentaram, pois as quantidades de lixo iam aumentando proporcionalmente e começava a ser um verdadeiro problema a sua arrumação, para longe das populações.
Paralelamente, começou a desenvolver-se a consciência da saúde e bem estar públicos, bem como a necessidade de proteger o ambiente, pelo que depressa se concluiu que o lixo era um factor de risco importante e que urgia, por isso, dar-lhe a devida atenção e importância.
Esta consciencialização tornou-se mais evidente nas últimas décadas e quanto mais evoluidas, quer tecnica quer economicamente eram as sociedades, maiores eram essas preocupações e maior era também a atenção e as verbas destinadas para resolver este problema.
Infelizmente, em Portugal, como em muitos outros campos, nota-se um sensivel atraso na consciencialização e atenção que este problema já merecia, desde há muito, em paises altamente desenvolvidos quer tecnica, quer económica, quer socialmente ( O caso da Suiça, da Inglaterra, Holanda etc).
Durante muito tempo o destino do lixo era pura e simplesmente ” IR PARA O LIXO “. Daí o aparecimento e proliferação de lixeiras, onde os resíduos eram descarregados e amontoados, sem qualquer tipo de cuidados ou protecção.
Com o decorrer dos tempos e com as crescentes preocupações ambientais, concluiu-se que era urgente resolver duma forma ecologicamente aceitável, este problema.
Tal consciencialização tem-se, felizmente, acentuado nos últimos 20 anos e se a nível da recolha e transporte a situação se poderá considerar razoavelmente aceitável, quanto à sua eliminação ou tratamento, só há 15 anos se começou a dar os primeiros passos verdadeiramente significativos – aterros sanitários, compostagem, reciclagem e incineração.
Com o evoluir das tecnologias e com o aumento sempre crescente do volume de resíduos produzidos que exigem cada vez mais áreas para a sua deposição, começou a surgir a concepção de que os residuos, até então considerados inúteis e desprovidos de valor, poderiam ser aproveitados e transformados noutras matérias, ou então, que os residuos poderiam ser aproveitados como combustivel gerador de calor,pelo que era possível reduzir, drasticamente, o volume final dos residuos, assim tratados.
Quer isto dizer que começou a imperar uma nova filosofia sobre o modo de encarar os residuos sólidos e que pode resumir-se numa simples frase .
O LIXO NÃO É MAIS LIXO.




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Prof Zeferino,mais uma série que estou o acompanhamdo, esta sobre o lixo desde os tempos antigos é muito importante , para o momento, que estamos passando,e pelo o movimento ( limpa Prtugal) que aliás o movimento em Arouca é muito grande , graças a grande Arouquenses que ai temos, mas Prof uma coisa me intriga , posso estar enganado, mas a primeira foto parece muito o rio TIETE em dias de enchente, será que é! e a treceira foto, tambem se não estou enganado , me parece o grande lixão que fica do lado direito da rodovia Bandeirantes logo quando saimos de São Paulo será?,
Amigo Armando Pinho
A 3ª fotografia é, efectivamente, o aterro sanitário Bandeirantes, localizado em Perus, na região metropolitana de S. Paulo. Tem uma área de 1.400.000 m2, está desactivado desde Março de 2007, tendo estado operacional durante 28 anos. Nesse período de tempo recebeu cerca de 36 milhões de toneladas de resíduos.
Segundo me é dado saber, desde 2004, que é feita a captação do biogás no aterro, o gás é tratado e depois transformado em energia.
Pode produzir 170 mil MWH de energia por ano.
A referida fotografia foi obtida na infoescola.com, num trabalho publicado por Caroline Faria