Tal como disse no meu último post, vou falar hoje da visita que fiz ao maior tunel lávico existente nos Açores, localizado na freguesia da Criação Velha, do Concelho da Madalena e que teve a sua origem nas escoadas emitidas do Cabeço Bravo.
Trata-se da Gruta das Torres , com uma extensão de 5150 metros de comprimento e com uma altura máxima de 15 metros. É constituido por um túnel principal de grandes dimensões e por vários secundários laterais e superiores, a maior parte destes com alturas muito reduzidas.
A Gruta das Torres tem um desnível de 200 metros e é muito rica em formações espeleológicas de onde se destaca a presença de diversos tipos de estalactites e estalagmites lávicas, bancadas laterais, paredes estriadas e lavas encordoadas.
A temperatura no interior da Gruta é sensivelmente constante ao longo do ano, variando de forma mais acentuada próximo das aberturas.
A entrada da Gruta é feita pelo Algar da Ponte, onde se pode observar a transição da vegetação arbórea para outras formas de vida vegetal menos complexas, como fetos, musgos e liquenes, que se desenvolvem no chão, nas paredes e junto das aberturas.
Ao penetrar no escuro, a vegetação desaparece, ficando apenas bolores .
A visita à Gruta das Torres tem uma duração de 45 minutos, acompanhada por um guia.É fornecido um capacete e uma lanterna para possibilitar a visita, já que em alguns locais a altura da gruta é demasiado baixa.
Nota Final
Os primeiros povoadores tinham medo destes locais. Mais tarde o medo foi sendo vencido e as grutas foram usadas como refúgio contra inimigos invasores, como abrigo para foragidos, como armazens temporários de diversos produtos (carvão, lenha, vinho) e até como depósitos de roubos. Em algumas grutas foi explorada água para uso doméstico.





