Para concluir algumas histórias do desenhador colocado na Câmara Municipal de Arouca e de que fui, casualmente, interveniente ou espectador, vou referir a sua despedida dos serviços municipais.
Dado ter surgido uma vaga num serviço público localizado mais perto da residência dos seus familiares , o referido desenhador pediu a transferência de serviço, o que lhe foi concedido.
Quando ele veio despedir-se de mim, agradeceu a compreensão que tinhamos tido para com ele e entregou-me uma carta onde relatava algumas anomalias que, na sua óptica, deviam ser corrigidas, na Vila de Arouca.
Vou referir duas delas :
Persiana do Café Luso
Dizia a carta ” Vai um cidadão despreocupado e se tiver uma altura de 1,75 metros, ao dobrar a esquina do Café Luso, poderá apanhar com uma persiana saliente, que invade o espaço do passeio. Atendendo à altura da persiana, o eventual choque poderá atingir o globo ocular, o que terá consequências trágicas para o transeunte “.
NOTA
A persiana metálica foi retirada, em devido tempo
Porta de vidro dum Banco
Dizia a carta ” Vai um cidadão desprevenido a circular pela Rua Dr. Coelho da Rocha e como a porta de vidro espesso da Agência bancária que aí funciona abre para o exterior, pode acontecer que um cliente a quem foi negado um crédito ou o desconto duma letra, saia zangado e irritado e ao abrir, abruptamente, a referida porta, pode atingir o pacato transeunte de forma violenta “.
Nota
A referida agência bancária funcionava onde, agora existe a churrasqueira “Nova Era ”
Não foi necessário substituir a porta de vidro, pois a Agência bancária foi integrada num outro Grupo e mudou de instalações.

