Conferência de Paz

4 de Setembro de 2010

Quando estou de férias , como é o caso presente, apenas me apetece estar refastelado na praia, com a água a 26ºcomo a que se regista onde estou.Desligo-me da maior parte dos acontecimentos, o que vai acontecer até ao próximo dia 15.

Para não perder o hábito de escrever aqui, vou dar a minha opinião sobre um facto que acompanho com alguma expectativa – NEGOCIAÇÕES DE PAZ ISRAELO-PALESTINIANAS.

Estas negociações decorrem em Washington e nelas participam para além dos EUA, o 1º Ministro israelita Benjamin Netanyahu e Mahmud Abbas , Presidente da Autoridade Palestiniana.

Ao longo dos últimos 20 anos realizaram-se cimeiras para tentar alcançar a paz (Madrid 1991, Oslo 1993, Camp David 2000, Annapolis 2007, para além do Quarteto de Paz) , sem qualquer resultado prático.Oxalá que eu esteja enganado, mas nesta Cimeira pode ser assinado um Tratado de Paz, mas ele , infelizmente, não vai materializar-se no terreno.

Razões do meu pessimismo :

1 – O Presidente Mahmud Abbas opõe-se às acções do Hamas, que pretende e tem como objectivo da sua luta a eliminação completa de Israel. Por isso qualquer acordo que Mahmud Abbas assine, não será aceita pelo Hamas.

2 – Benjamin Netanyahu tem no Governo e no Parlamento politicos ortodoxos , religiosos e ultraconservadores que querem boicotar o processo de paz.

3 -O Presidente Barack Obama atravessa o pior momento da sua presidência, devido ao mau desempenho da economia americana e, também, devido à contestação de que está a ser alvo  por parte de lideres religiosos ultraconservadores.

4 – A União Europeia que sempre participou de forma efectiva nas anteriores negociações de paz , desta vez, nem convidada foi.

5 – O rabino Ovadia Yosef, chefe espiritual do partido ultraortodoxo Shas, pronunciou há dias frases incendiárias como estas – ” que aqueles que nos odeiam sejam liquidados e que Abu Mazen do Hamas e toda essa gente malvada desapareça do mundo e que Deus os castigue com pragas e doenças “.

6 – Há dias, 4 israelitas que circulavam na A60, em Kyrial Arba em Hebron, foram mortos à queima roupa( 2 eram mulheres e uma estava grávida) por militantes palestinianos. O crime foi reivindicado pelas brigadas Al Qassan e o Hamas felicitou os executantes.

7 – Os textos biblicos e a Lei fundamental israelita afirma que Jerusalem é a capital indivisivel de Israel.

8 – Os árabes querem que, pelo menos Jerusalém Oriental seja a capital da Palestina.

Com todas estas armadilhas, as negociações de paz vão ser muito dificeis, para não dizer impossiveis.

Enquanto não for resolvido este problema do conflito que começou no dia imediato à declaração de independência de Israel (14 de Maio de 1948), o Médio Oriente não terá paz e os fundamentalismos existentes de parte a parte, vão servir de combustivel para alimentar ódios e justificar vinganças, em todo o mundo. 

Nota Final

Eu acompanho com interesse o desenrolar deste conflito pois, quando era Director Comercial duma empresa , que representava uma empresa tecnológica israelita, recebi um convite para estar em Israel, em 1973, durante 3 semanas, para assistir às comemorações evocativas da independência. Durante essas 3 semanas percorri Israel de ponta a ponta  e, do contacto que tive apercebi-me da dificuldade, já então existente, em conseguir a paz. Israel tem vencido militarmente quase todas as batalhas em que se envolveu com os paises vizinhos mas, internacional e politicamente tem sido e continua a ser fortemente penalizada.

Para alcançar a paz, na minha perspectiva, é necessário haver flexibilidade no diálogo e disponibilidade para fazer algumas concessões de parte a parte, mas sempre norteados pela defesa intransigente da”Declaração Universal dos Direitos  do Homem” .

Os palestinianos têm direito a uma Pátria e os judeus também, para que possam viver em paz e segurança.

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juvencio Azevedo 4 de Novembro de 2010 às 4:44

A questao isrelo-arabe, deve ser intendida na so como um conflito dos palestinianos com os srabes, mas sim como um problema que envolve os estados arabes e muculmanos, assim como a comundade internacional que ja mostra nos ultmos anos um desgaste sobre esta assunto.recordemonos que aquando a conferencia de oslo, arafat dificultou as negociacoes, pois a proposta feita pelo Israel sobre a divisao de Jerusalem foi rejeitada pelo primeiro ministro, sem indicar a sua contraposta

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