15.000000.000 de euros

17 de Dezembro de 2009

deficit

Os números são o que são.

Este número é quase díficil de ler e muito mais de interiorizar mas é, infelizmente, um número verdadeiro e que diz respeito a todos os portugueses.

15 BILIÕES DE EUROS é o valor do deficit do Orçamento de Estado para 2009, depois da aprovação do Orçamento rectificativo, na semana passada.

Cada português(mesmo uma criança nascida há dias),já tem um encargo duma divida no valor de 1.500 euros.

O actual deficit orçamental é o mais elevado registado nos últimos anos(será preciso recuar a 1985, quando tivemos a intervenção do FMI) e já ultrapassa os 8,4% do PIB nacional(toda a riqueza produzida pelo País num ano).

A União Europeia quer que, até 2013, o deficit português recue para os 3%. É uma redução muito drástica e que vai exigir muitos sacrificios, já que em 2010, devido à crise em que se vive, não vai haver consolidação orçamental.

Todos nós portugueses estamos, por isso, com um problema grave para resolver e não basta carregar na tecla “Delete” para que o problema fique resolvido.

Temos que encarar este problema do deficit orçamental com coragem, sabendo à partida que o caminho a percorrer vai ser longo e, por vezes e para muitos, vai ser extremamente doloroso.

A Grécia e a Irlanda que também estão com deficites elevados, já adoptaram cortes brutais nas despesas do Estado.

Muitos economistas conceituados têm dado receitas para ficarmos com as finanças públicas saudáveis, prescrevendo vários receituários, de que saliento entre outros os seguintes :

1 – Aumentar os impostos. Acontece que o representa, neste momento, 25% do PIB e os encargos com as parcerias público-privadas representam 15% do PIB).

6 – Aumentar significativamente a produtividade das empresas que produzam bens exportáveis. Se a economia crescer, aumenta a base de incidência dos impostos e as receitas fiscais aumentam.

7 – Combater o desemprego. Temos mais de 500.000 desempregados que podiam criar riqueza mas que, ao contrário, consomem recursos ao País. Desses, 200.000 nem sequer recebem subsídio de desemprego, com as consequências sociais gravosas daí decorrentes para eles.

8 – Apresentar a Bruxelas um plano credível com as medidas a adoptar para o saneamento das finanças públicas, procurando dilatar o prazo de regresso ao deficit de 3%, para lá de 2013.

Todas estas medidas são dolorosas, mas a maior parte delas têm que ser adoptadas, se quizermos que Portugal tenha futuro.

Todos os Governos nacionais que exerceram o poder na 1ª década deste século XXI pediram sacríficios aos portugueses e, infelizmente, não vemos resultados palpáveis para a grande maioria da população.

Acabemos com as quezilias políticas e SALVEMOS PORTUGAL E ASSEGUREMOS UM FUTURO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS.

More and more experts are declaring that pursuing a passion is actually the worst career advice in history

Anterior:

Seguinte: