A coisa está preta!

10 de Janeiro de 2010

preto

Existe uma propriedade-empresa, localizada junto ao Oceano Atlântico com uma área aproximada de 90.000 Kms e onde vivem e trabalham cerca de 10.000.000 de proprietários e inquilinos.

Essa propriedade é caracterizada a Norte e Centro, sobretudo, por montanhas e a Sul predominam as planícies extensas, onde é cultivada a vinha, os olivais e onde são plantados os cereais.

A ocupação desta propriedade não é toda uniforme, pois cerca de 7.000.000 de inquilinos vivem na orla costeira

(em 30% do território) e os restantes 3.000.000 no interior(70% da área), onde se registam elevadas franjas de território abandonado.

Esta propriedade-empresa com a área que possui, actualmente, é muito antiga e tem mais de 850 anos.

Ao longo destes mais de 8 séculos, teve um período de grande esplendor e os seus inquilinos deram ” novos mundos ao mundo”, descobriram novas propriedades, aproximaram outros inquilinos dos cinco continentes, enfim, fizeram a primeira globalização mundial.

Nos últimos 190 anos os inquilinos e proprietários estiveram a maior parte das vezes divididos por ódios, tiveram crises de identidade, deixaram de ter objectivos bem definidos para se desenvolverem e , fruto dum pessimismo endémico, criaram um colete de forças que parece aniquilar toda a iniciativa redentora.

Há 35 anos, um pequeno grupo de inquilinos juntou-se e decidiu dar nova vida à propriedade e mudar a gerência.

Tudo era esperança renovada, confiança no futuro e alicerçou-se a certeza de que a propriedade ia desenvolver-se duma forma harmónica e sustentável.

Muita coisa mudou para melhor (por exemplo os inquilinos têm o maior nº de telemóveis/habitante), mas agravaram-se as desigualdades sociais entre os inquilinos e as assimetrias gritantes entre os proprietários.

Senão vejamos :

- mais de 600.000 de inquilinos não têm emprego e destes 200.000 não usufruem de subsídio de desemprego

- a dívida agregada da propriedade-empresa e das suas associadas publico-privadas representam mais de 100% da riqueza produzida anualmente na propriedade

- a produtividade média dos inquilinos é 70% da média da registada pelos inquilinos das propriedades envolventes

- 2.000.000 dos inquilinos vivem no limiar da pobreza.

Enquanto isto :

- O Presidente da Assembleia Geral mandou um recado aos proprietários e inquilinos para se entenderem, para discutirem e encontrarem soluções que ajudem a criar riqueza, para que ela possa ser distribuida e assim diminuir as injustiças sociais.

- O Presidente Executivo, pelo menos aparentemente ,deixou a estratégia da dramatização encetada anteriormente e parece disposto a encontrar soluções com os outros associados.

- O Conselho Fiscal parece disponível para dar parecer favorável às propostas orçamentais em elaboração.

Será que desta vez vamos ter juizo?

É que se não o tivermos, pode acontecer-nos o que está a ocorrer numa outra propriedade localizada no Mar Egeu e a outra localizada a norte de Inglaterra, que se viram obrigadas a apertar o cinto de forma trágica.

Se esta solução não vingar para evitar que ” A COISA FIQUE MAIS PRETA”, só resta aos inqulinos da propriedade ficarem todos ” DALTÓNICOS”(pode ser que passem a ver tudo em arco-iris).

Nota Final

Qualquer semelhança com Portugal, é especulação e pura coincidência.

Odyssee muss auch im kaukasus bachelorschreibenlassen.com gewesen sein

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