
Existe uma propriedade-empresa, localizada junto ao Oceano Atlântico com uma área aproximada de 90.000 Kms e onde vivem e trabalham cerca de 10.000.000 de proprietários e inquilinos.
Essa propriedade é caracterizada a Norte e Centro, sobretudo, por montanhas e a Sul predominam as planícies extensas, onde é cultivada a vinha, os olivais e onde são plantados os cereais.
A ocupação desta propriedade não é toda uniforme, pois cerca de 7.000.000 de inquilinos vivem na orla costeira
(em 30% do território) e os restantes 3.000.000 no interior(70% da área), onde se registam elevadas franjas de território abandonado.
Esta propriedade-empresa com a área que possui, actualmente, é muito antiga e tem mais de 850 anos.
Ao longo destes mais de 8 séculos, teve um período de grande esplendor e os seus inquilinos deram ” novos mundos ao mundo”, descobriram novas propriedades, aproximaram outros inquilinos dos cinco continentes, enfim, fizeram a primeira globalização mundial.
Nos últimos 190 anos os inquilinos e proprietários estiveram a maior parte das vezes divididos por ódios, tiveram crises de identidade, deixaram de ter objectivos bem definidos para se desenvolverem e , fruto dum pessimismo endémico, criaram um colete de forças que parece aniquilar toda a iniciativa redentora.
Há 35 anos, um pequeno grupo de inquilinos juntou-se e decidiu dar nova vida à propriedade e mudar a gerência.
Tudo era esperança renovada, confiança no futuro e alicerçou-se a certeza de que a propriedade ia desenvolver-se duma forma harmónica e sustentável.
Muita coisa mudou para melhor (por exemplo os inquilinos têm o maior nº de telemóveis/habitante), mas agravaram-se as desigualdades sociais entre os inquilinos e as assimetrias gritantes entre os proprietários.
Senão vejamos :
- mais de 600.000 de inquilinos não têm emprego e destes 200.000 não usufruem de subsídio de desemprego
- a dívida agregada da propriedade-empresa e das suas associadas publico-privadas representam mais de 100% da riqueza produzida anualmente na propriedade
- a produtividade média dos inquilinos é 70% da média da registada pelos inquilinos das propriedades envolventes
- 2.000.000 dos inquilinos vivem no limiar da pobreza.
Enquanto isto :
- O Presidente da Assembleia Geral mandou um recado aos proprietários e inquilinos para se entenderem, para discutirem e encontrarem soluções que ajudem a criar riqueza, para que ela possa ser distribuida e assim diminuir as injustiças sociais.
- O Presidente Executivo, pelo menos aparentemente ,deixou a estratégia da dramatização encetada anteriormente e parece disposto a encontrar soluções com os outros associados.
- O Conselho Fiscal parece disponível para dar parecer favorável às propostas orçamentais em elaboração.
Será que desta vez vamos ter juizo?
É que se não o tivermos, pode acontecer-nos o que está a ocorrer numa outra propriedade localizada no Mar Egeu e a outra localizada a norte de Inglaterra, que se viram obrigadas a apertar o cinto de forma trágica.
Se esta solução não vingar para evitar que ” A COISA FIQUE MAIS PRETA”, só resta aos inqulinos da propriedade ficarem todos ” DALTÓNICOS”(pode ser que passem a ver tudo em arco-iris).
Nota Final
Qualquer semelhança com Portugal, é especulação e pura coincidência.
Odyssee muss auch im kaukasus bachelorschreibenlassen.com gewesen sein