Expliquem-me, por favor !

31 de Janeiro de 2010

O FMI, pela boca de Dominique Strauss-Kahn aconselhou o Governo de José Sócrates a reduzir o deficit, a aumentar o IVA, a reduzir os salários e a fazer novas privatizações.

Por sua vez a Moody´s(Agência de Rating) emitiu um alerta para o “risco de morte lenta” da economia portuguesa, se não fossem tomadas medidas para corrigir o deficit orçamental e o nível de endividamento. Se não forem tomadas medidas aceitáveis para essa agência, os juros dos empréstimos a contrair na banca internacional sofrerão um agravamento , que vai afectar o crescimento económico do nosso País.

Expliquem-me, por favor, estas duas noticias publicadas nos jornais e que não vi desmentidas :

1 – JORNAL DE NEGÓCIOS – 1 Dezembro 2009

O Banco de Portugal emprestou 1.060.000.000 de euros ao FMI para reforçar os meios financeiros do Fundo , para que este possa socorrer os paises mais castigados pela crise financeira e pela recessão económica mundiais.

Com este acordo, Portugal cumpre a sua quota parte do compromisso assumido pela UE em Março de 2009, na sequência dos acordos do G20(os 20 paises mais ricos do mundo) de contribuir para um aumento de 75.000.000.000 de euros para reforçar a capacidade financeira do FMI.

2 – DIÁRIO DE NOTICIAS – 26 de Janeiro 2010

Portugal vai emprestar 200 milhões de dólares a Angola, ao abrigo dum megaempréstimo no valor de 2.350.000.000 de dólares, organizado pelo FMI, para ajudar Angola a saldar compromissos assumidos. Portugal e Brasil comprometeram-se a contribuir, até 2011, com 400 milhões de dólares.

Do total do empréstimo , o FMI atribuirá a Angola 1,4 mil milhões de dólares por um prazo de 27 meses, o Banco Mundial terá a seu cargo 400 milhões e os paises doadores deverão apoiar com 600 milhões de dólares.

Em Junho de 2009, as reservas cambiais de Angola davam somente para pagar 2,75 meses de importações.

NOTA FINAL

A dívida externa portuguesa já ultrapassa os 100% do PIB, os salários não podem subir e , infelizmente, o desemprego vai continuar a subir, como aconteceu no último mês.

Para apoiar estes 2 financiamentos, Portugal tem que se endividar no exterior e vai pagar juros desses empréstimos

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