Ontem, conjuntamente com mais 3 confrades da Confraria Gastronómica da Raça Arouquesa, participei no festival da lampreia 2011, que se realizou na Vila de Penacova (a 20 Kms de Coimbra), promovido pela Confraria da Lampreia de Penacova.


Participaram no festival cerca de 200 pessoas, vindas de muitas zonas do País(Ilha da Madeira, Salvaterra de Magos, Almeirim, Figueira da Foz, Caramulo, Lafões, Gaia, O.Azemeis, Tentugal, Penafiel, Gondomar etc), para além dum grupo francês do Medoc(região vinícola do Bordelais, próxima de Bordeus, junto ao rio Gironda, provincia da Aquitânia).

Depois da sessão solene de boas vindas no Salão Nobre da Câmara Municipal de Penacova, seguiu-se um espumante de honra, servido na Pergula Raul Lino, acompanhado por peixinhos do Rio Mondego (sável, enguias e rubibarbo), bolinhos de bacalhau e uma excelente broa de centeio e milho muito saborosa.

Seguiu-se o desfile das confrarias pelas ruas estreitas da Vila de Penacova. Os residentes das varandas engalanadas atiravam confetis para os confrades e confreiras, num gesto de muito carinho.

Depois da entronização de novos confrades e da oração de sapiência proferida pelo Prof. Dr. Carlos Fonseca, seguiu-se o almoço na Restaurante – Quinta da Nora.
Foi servida uma sopa de peixe que estava deliciosa, seguindo-se o arroz de lampreia, acompanhado por vinho tinto da Casa de Santar. . Para finalizar foram servidas sobremesas variadas(fruta laminada, pudim, doces conventuais de Lorvão , fio de ovos etc.).

NOTA FINAL
A lampreia vive na água do mar e dos rios, mas não é um peixe, pois não tem escamas, nem espinhas, respira por 7 orifícios branquiais, não possui barbatanas pares e não possui maxilas. A boca repleta de pequenos dentes é uma espécie de ventosa circular reforçada por um anel de cartilagem.

Há apreciadores, como eu, deste pitéu que não dispensam, nesta época, degustar esta iguaria. Há muitas pessoas que odeiam este ciclóstomo e nem podem ouvir falar desta iguaria.
A lampreia desova nos rios milhares de ovos. As larvas daí oriundas ficam 4 a 5 anos nos rios, sofrem metarmofoses e regressam ao mar e, na parte final da sua vida, regressam ao local onde viveram em estado larvar, para morrerem.
As duas maneiras mais conhecidas de confeccionar a lampreia são – arroz de lampreia e lampreia à bordalesa. Na zona do Rio Tejo ela é servida grelhada.
