Foi lançado, hoje ao princípio da tarde, em Arouca, o vinho  Pote 316, produzido pelo enólogo arouquense Mauro Brandão, que está integrado nos quadros da grande empresa alentejana Herdade do Esporão e que decidiu, conjuntamente com um amigo, lançar este vinho regional alentejano de produção própria.

O Pote 316 é produzido a partir das castas Touriga Nacional, Aragonês e Alicante Bouchet. Este vinho foi vinificado em cubas de inox a uma temperatura média de 24º C. Apresenta uma cor rubi, com aromas intensos a frutos vermelhos bem integrados com as notas de carvalho francês.

Em Arouca este vinho apenas é vendido no supermercado Cavadinha, local onde foi feita a degustação, como se pode ver na foto seguinte. O preço de cada garrafa será da ordem dos 5 euros.

Este vinho pode acompanhar uma boa “Posta Arouquesa na Brasa “.

O

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Agências de rating (2)

4 de Abril de 2011

Durante décadas os bancos americanos criaram programas de incentivo ao crédito para famílias com menor poder de compra, através de empresas como a Fannie Mae e a Freddie Mac.

Estes créditos com elevado risco, os chamados ” sub-prime ” eram atribuidos em função do património imobiliário que cada família possuia e não em função dos rendimentos do agregado familiar.

Devido à descida das taxas de juro, as casas estavam sempre a valorizar-se e sobre estas casas eram concedidos empréstimos para outros fins de consumo. Se algo corresse mal, como o mercado imobiliário estava em alta, bastava ao banco vender a casa hipotecada, para reaver os créditos.

Em determinada altura o mercado de sub-prime atingiu cerca de 1.000.000 milhões de euros ou seja 10% do PIB dos EUA.

Os bancos americanos, por sua vez, criaram produtos de alto retorno financeiro, mas simultaneamente de elevado risco e colocaram os seus créditos (que eram produtos tóxicos) pelos mais diversos investidores em todo o Mundo.

Todo este processo de transferência de crédito foi deficientemente analisado pelas “AGÊNCIAS DE RATING”, talvez propositadamente para que os gestores dos bancos recebessem prémios gigantescos pelos objectivos atingidos.

A partir de 2007 os títulos de crédito e o valor das casas cairam abruptamente. As casas cada vez valiam menos e os bancos não podiam recuperar os créditos concedidos. Faliram uma série de bancos americanos( o mais famoso foi o Lehman Brothers que tinha recebido notação AAA dias antes pelas agências de rating) e o governo americano teve que injectar, em 2008, cerca de  500.000 milhões de euros em todo o sistema financeiro, situação que se agravou em 2009, quando os apoios financeiros já atingiam 3.800.000 milhões de euros, o equivalente a 38% do PIB dos EUA.

Foi o colapso mundial. As economias mundiais cairam em catadupa. Os governos de todo o mundo tiveram que criar programas anti-crise de ajuda a particulares, às empresas e aos bancos. Para esse efeito foram obrigados a endividar-se , acima das possibilidades de cada Estado.

Todas estes produtos de alto retorno financeiro, tiveram a benção e o aconselhamento das AGÊNCIAS DE RATING.Esta ” serralharia financeira ” lesou centenas de milhões de pessoas em todo o Mundo, que se viram com as suas vidas prejudicadas para sempre.

Quem regula e fiscaliza as actividades destes senhores , que definem a seu belo prazer e de acordo com os seus humores, o destino da humanidade ?

NOTAS FINAIS

Parabéns à Audiência Nacional de Espanha que aceitou as queixas crime de 6 organizações não governamentais contra as agências de rating , por alegadamente, manipularem os preços em benefício próprio e em prejuizo do erário público e os detentores de poupança.

Parabéns ao Parlamento Europeu que está a legislar no sentido de criar uma agência de rating europeia com regulação independente e está a preparar legislação mais dura sobre agências de rating, responsabilizando-as criminalmente em casos de negligência ou erro nas suas avaliações.

No caso de Portugal as agências de rating reduziram a notação horas antes de Portugal ir ao mercado para emitir dívida de curto e médio prazo. Isto não é estranho ?

Em plena crise de credibilidade, executivos da Moody´s ganharam mais 60% de vencimentos em 2010. Só Presidente Raymond McDaniel recebeu 10 milhões de dólares em salários e prémios de desempenho !!!!!

QUE MUNDO SELVÁTICO ESTAMOS A DEIXAR CONSTRUIR ?

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Agências de rating ( 1)

3 de Abril de 2011

Muito se tem falado nos últimos tempos, em Portugal, nas agências de rating e nas malfeitorias que elas têm causado à economia portuguesa – pública e privada. Temos, no entanto, que reconhecer que Portugal, de certo modo, ”se pôs a jeito”.

As agências de rating são empresas que atribuem notas de risco de crédito a paises, empresas, bancos e municípios, em função da capacidade de pagamento destas entidades, nos prazos fixados, das dívidas contraídas.

As agências de rating são pagas pelos investidores e pelos especuladores financeiros, que recorrem a estas entidades para garatirem as suas aplicações e, no caso de risco elevado, para que eles possam justificar as taxas remuneratórias mais elevadas que querem cobrar pelos empréstimos feitos. No último leilão de dívida pública, Portugal teve que pagar mais de 9% de juros, o que é insustentável para uma economia que está em recessão.

O mercado das agências de rating é dominado pelos EUA. A 1ª agência que surgiu foi a Moody, a que se seguiram a Standard & Poor´s e a Fich Ratings. Actualmente existem no Mundo cerca de 130 agências de rating, que se concentram em áreas específicas de actividade económica.

Estas 3 agências de rating americanas têm actuado no mercado americano e mundial a seu belo prazer, sem que ninguém controle as suas previsões e notações de risco.

As 3 agências de rating dos EUA têm influência nos juros  pagos por centenas de milhões de pessoas em todo o Mundo. Podem destruir paises, empresas e bancos de acordo com avaliações que fazem.

Diversos escândalos financeiros no final da década de 90, com as empresas “Dot.com”, abalaram a credibilidade destas instituições, pois tinham dado avaliações triple A -AAA a empresas que, dum momento para o outro, faliram. Foram os casos da Enrom, Mercury Finance, Pacific Gas& Electric e Orange County.

Infelizmente, para o Mundo, estas predadoras financeiras voltaram a levantar a cabeça e, agora, mais arrogantes e com as garras mais  afiadas.

ATÉ QUANDO ?

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Capitalismo selvagem

28 de Março de 2011

Durante algum tempo não bloguei, devido aos muitos afazeres que tive e continuo a ter. Creio que, até Julho próximo, vou ter algumas limitações de tempo, pelo que peço a compreensão de todos.

Li, ontem, num jornal diário um artigo de opinião da autoria de Caroline Baum, fundadora do Good Reading Magazine, cujo título era o seguinte ” Os ricos voltam a sentir-se à vontade para fazer o que melhor sabem fazer “.

A crise económica e financeira que atingiu , praticamente, todos os Paises do Mundo, foi fruto de especuladores sem escrúpulos, de banqueiros gananciosos e de executivos sem pinta de vergonha.

Para que a crise bancária não atingisse proporções inauditas e colocasse em causa a circulação monetária, os Governos injectaram somas astronómicas de dinheiro nos bancos, salvando a grande maioria deles de falências. E vai ser o “POVO ” a ter que pagar estas injecções maciças de dinheiro.

A crise para esses especuladores passou e eles estão de volta no seu melhor.

Aponto alguns casos relatados nessa crónica e que nos deve fazer pensar que mundo estamos a “deixar construir “.

1º Caso

Um milionário chinês do carvão( nas minas chinesas de carvão morrem centenas de pessoas por ano) pagou 1,5 milhões de dólares por um mastim(cão de raça) tibetano. Os tibetanos acreditam que os mastins ficaram com as almas dos falecidos monges que não conseguiram entrar no reino dos céus, ou reencarnar. Quem tratar bem um mastim pode alcançar o céu.

2º Caso

A Airbus e a Boeing venderam no ano passado 37 Airbus 380 e Boeing 747 VIP a hiper-ricos e principes árabes. O principe saudita Alwaleed Bin Talal transformou um Airbus 380, que comporta 853 passageiros na versão normal, em aeronave-hotel-escritório. Assim o principe não precisa de se preocupar em reservar hoteis nas suas múltiplas deslocações.

3º Caso

O indiano Mukesh Ambani, Presidente da Reliance Industries Ltd, construiu em Bombaim (cidade onde 50% da população vive em barracas miseráveis), um prédio para sua residência habitual, com 27 andares, com 37.000 m2 de área e que custou a módica quantia de 1.000 milhões de dólares.

O prédio tem 9 elevadores, um anfiteatro com capacidade para 50 pessoas, salas de baile, spa e heliporto. Os primeiros 6 andares funcionam como parque de estacionamento, reservado apenas à família, convidados e para os 600 empregados domésticos.

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Sofismas

10 de Março de 2011

Os sofismas são raciocínios que partem de premissas verdadeiras, mas que são concluidos duma forma, por vezes, absurda.

Os sofismas têm por objectivo dissimular uma aparência de verdade, seguindo as regras racionais da lógica.

Dois exemplos de sofismos conhecidos

Quando bebemos álcool em excesso, ficamos bêbados

Quando estamos bêbados, dormimos

Enquanto dormimos , não cometemos pecados

Se não cometemos pecados, vamos para o céu

Conclusão -Para ir para o céu devemos estar bêbados

Deus é Amor

O Amor é cego

Stevie Wonder é cego

Conclusão – Stevie Wonder é Deus

Hoje vou construir um sofisma que ponho à consideração dos leitores :

Ontem, na apresentação de cumprimentos pela tomada de posse do Sr. Presidente da República, o Sr. 1º Ministro José Sócrates, inexplicavelmente, em vez de cumprir as regras protocolares e ser o 1º a apresentar os cumprimentos, fê-lo em 9º lugar.

Então aqui vai o meu sofisma :

O Protocolo de Estado impõe que o 1º Ministro seja e 1º a apresentar cumprimentos ao Presidente da República.

José Socrates apresentou cumprimentos em 9º lugar.

Conclusão -José Socrates não é 1º Ministro

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Vandalismo

6 de Março de 2011

Hoje, de manhã, quando ia para a Vila de Arouca verifiquei que o vandalismo tinha atacado nas freguesias de Várzea e de Urrô.

Perto da minha casa, no lugar da Malafaia, os vândalos arrancaram a sinalética dos lugares e viraram um contentor do lixo.

Cerca de 500 metros á frente, empuraram um contentor do lixo para uma ribanceira, no lugar de Souto de Rei.

Mais adiante outros 500 metros fizeram outro ataque aos ecopontos localizados no lugar da Bugiganga.

São condenáveis estes comportamentos. Compete-nos a todos sensibilizar os filhos, os amigos e os conhecidos para que estes ataques de vandalismo sejam eliminados. Não é possível ter um agente de autoridade em cada esquina para dissuadir esses energúmenos. Nas Famílias , nas Escolas  e nas Associações cívicas devemos incutir o respeito pelas coisas de uso colectivo.

Eu, quando vejo serem vandalizados equipamentos de utilidade pública, chamo à atenção e, embora já tenha tido alguns dissabores, continuarei a proceder da mesma maneira. A última vez em que intervim foi junto dum grupo de alunos que tentava abanar de forma violenta sinais de trânsito, junto ao Pingo Doce, Por acaso os jovens recuaram na sua tentativa.

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Cheias em Arouca

3 de Março de 2011

Há dias alguns alunos do 11º ano turma C, que frequentam a Escola Secundária de Arouca, pediram-me informações sobre cheias ocorridas em Arouca, em tempos recuados.

As informações pedidas destinavam-se a complementar um trabalho que estavam a fazer sobre ” Zonas de Risco “.

Transmiti-lhes as informações de que dispunha sobre 2 cheias ocorridas em 1929 e 1934.

Dia 4 de Outubro de 1929

Cerca das 8 horas, ocorreu sobre a Vila de Arouca uma violenta trovoada, que provocou uma enorme cheia, que fez transbordar os rios Marialva e Arda.

Muitos dos prédios marginais ao rio Marialva ficaram danificados, sendo derrubadas árvores e destruídos açudes, pontes e ramadas.

A impetuosidade da corrente arremessou à distância as pesadas pedras que, na Rua Direita, formavam o passeio, junto ao rio, amolgando e arrastando o gradeamento de ferro, que existia nesse passeio.A foto abaixo foi tirada em 1915  ilustra o gradeamento existente.

O pavimento da mesma rua ficou em parte destruído, sendo inundadas as lojas dos prédios ali existentes e, principalmente, os estabelecimentos comerciais dos Senhores Moreiras & Granja e Emília Gomes Teixeira, que sofreram grandes prejuizos, assim como o Senhor Manuel de Pinho Brandão, da Praça.

A ponte que ligava as Rua Direita e da Lavandeira com a Rua D´Arca ficou muito danificada e a que dava passagem da Rua Direita para a Ribeira ficou totalmente destruída, como ficou destruído o pontão que existia próximo ao lagar de azeite.

Nas inundações morreram diversos animais domésticos, entre eles, uma vaca e vários suinos pertencentes ao Senhor José Teixeira da Ponte Nova.

Felizmente não se registaram desastres pessoais.

Foi solicitado um subsídio ao Governo para atenuar os prejuizos dos sinistrados e para auxiliar as obras de reconstrução, pois a Câmara Municipal não dispunha de fundos suficientes para custear as obras.

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Festival da lampreia

27 de Fevereiro de 2011

Ontem, conjuntamente com mais 3 confrades da Confraria Gastronómica da Raça Arouquesa, participei no festival da lampreia 2011, que se realizou na Vila de Penacova (a 20 Kms de Coimbra), promovido pela Confraria da Lampreia de Penacova.

Participaram no festival cerca de 200 pessoas, vindas de muitas zonas do País(Ilha da Madeira, Salvaterra de Magos, Almeirim, Figueira da Foz, Caramulo, Lafões, Gaia, O.Azemeis, Tentugal, Penafiel, Gondomar etc), para além dum grupo francês  do Medoc(região vinícola do Bordelais, próxima de Bordeus, junto ao rio Gironda, provincia da Aquitânia).

Depois da sessão solene de boas vindas no Salão Nobre da Câmara Municipal de Penacova, seguiu-se um espumante de honra, servido na Pergula Raul Lino, acompanhado por peixinhos do Rio Mondego (sável, enguias e rubibarbo), bolinhos de bacalhau e uma excelente broa de centeio e milho muito saborosa.

Seguiu-se o desfile das confrarias pelas ruas estreitas da Vila de Penacova. Os residentes das varandas engalanadas atiravam confetis para os confrades e confreiras, num gesto de muito carinho.

Depois da entronização de novos confrades e da oração de sapiência proferida pelo Prof. Dr. Carlos Fonseca, seguiu-se o almoço na Restaurante – Quinta da Nora.

Foi servida uma sopa de peixe que estava deliciosa, seguindo-se o arroz de lampreia, acompanhado por vinho tinto da Casa de Santar. . Para finalizar foram servidas sobremesas variadas(fruta laminada, pudim, doces conventuais de Lorvão ,  fio de ovos etc.).

NOTA FINAL

A lampreia vive na água do mar e dos rios, mas não é um peixe, pois não tem escamas, nem espinhas, respira por 7 orifícios branquiais, não possui barbatanas pares e não possui maxilas. A boca repleta de pequenos dentes é uma espécie de ventosa circular reforçada por um anel de cartilagem.

Há apreciadores, como eu, deste pitéu que não dispensam, nesta época, degustar esta iguaria. Há muitas pessoas que odeiam este ciclóstomo e nem podem ouvir falar desta iguaria.

A lampreia desova nos rios milhares de ovos. As larvas daí oriundas ficam 4 a 5 anos nos rios, sofrem metarmofoses e regressam ao mar e, na parte final da sua vida, regressam ao local onde viveram em estado larvar, para morrerem.

As duas maneiras mais conhecidas de confeccionar a lampreia são – arroz de lampreia e lampreia à bordalesa. Na zona do Rio Tejo ela é servida grelhada.

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O Pirolito

20 de Fevereiro de 2011

Há dias ofereceram-me uma garrafa(vazia) onde, na minha meninice era servida uma bebida chamada “PIROLITO”.

Tratava-se duma bebida gaseificada com gás carbónico, feita à base dum xarope que continha açucar, água, ácido cítrico e essência de limão. Era muito parecida com a actual Seven-up, passe a publicidade.Por volta de 1950 uma garrafa dessas custava 10 a 12 tostões.

Estas garrafas são autênticas peças de museu, devido à forma do gargalo. No gargalo havia um aro de borracha que servia para fechar a garrafa, por intermédio duma bola de vidro, que era empurrada pelo gás carbónico.

O gargalo tinha um estreitamento bilateral, como se fosse feito por 2 dedos. Para abrir a garrafa bastava carregar no berlinde com um dedo ou com um outro objecto ponteagudo e este descia para a sua cavidade própria do gargalo.

A garrafa do pirolito foi inventada pelo inglês Hiran Codd, no século XIX (1872).

 De acordo com informações que obtive houve, em Portugal, fábricas de pirolitos nas seguintes localidades – Caria, Barreiro, Estremoz, Guetim(Espinho), Coimbra, Terceira e Ponta Delgada(Açores), Sesimbra, RedondoMarinha Grande, Castelo de Vide, Venda do Pinheiro, Lourinhã e Cadaval.

As garrafas eram fabricadas essencialmente na Vidreira Santos Barosa e na Companhia Industrial Vidreira.

Por volta de 1950 , por questões de higiene, nomeadamente a dificuldade de lavar bem as garrafas, foi publicada legislação que obrigava os fabricantes a realizarem investimentos nas suas fabricas e todas acabaram com este produto.

Acabou-se o pirolito mas, hoje, fica-me a recordação  duma bebida que, nesses tempos recuados, me sabia muito bem.

NOTA FINAL

Quando partiamos as garrafas dos pirolitos, usavamos a bola de vidro colocada no gargalo para jogar ao “Berlinde

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Mortalidade infantil

19 de Fevereiro de 2011

Em 1960 a taxa de mortalidade infantil, em Portugal, era de 77,5%0 ( em 1000 nascidos morriam 77 crianças).

Felizmente que, a partir de 1986, com as medidas tomadas pelo então Secretário de Estado da Saúde – Dr. Albino Aroso, no tempo da Ministra Leonor Beleza , medidas que continuaram a implementar-se com determinação pelos Governos seguintes, foram concentrados os serviços de saúde materno-infantil em unidades bem dimensionadas (obrigou ao encerramento de maternidades-medida com que sempre concordei-, aumentou o número de ginecologistas, obstretas e pediatras, apetrecharam-se as novas unidades com equipamento moderno, incrementou-se a vacinação das crianças) e, neste momento a mortalidade infantil, em Portugal é de 3,3%0( em 1000 nascidos morrem 3 crianças).

Portugal tem a 6ª mais baixa taxa de mortalidade infantil da União Europeia.

A redução da mortalidade infantil é um dos mais espantosos progressos da sociedade portuguesa contemporânea.

Quando eu era criança lembra-me que era raro o mês em que não morria uma criança. Nos cemitérios até havia um talhão destinado aos ” anjinhos”.

Há dias , ao folhear documentos antigos de 1926, verifiquei que , por exemplo, no mês de Novembro desse ano registaram-se no Concelho 9 óbitos de crianças, nas seguintes freguesias – Alvarenga (1 rapaz de 1 ano de Várzeas), Cabreiros(1 rapariga de 2 anos), Chave(1 rapariga de 13 dias da Bouça), Covelo de Paivó(1 rapaz de 4 anos), Espiunca(1 rapaz de 11 meses de Vila Viçosa), Mansores(1 rapaz de 13 meses da Mata), Moldes(1 rapaz de 4 meses do Pedrogão), Tropeço(1 rapaz de 2 anos de Cimo de Vila) e Várzea(1 rapaz de 8 meses da Deveza).

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