Normalmente, os indicadores mais utilizados para definir o grau de desenvolvimento de uma economia incidem sobre o PIB, o nível de emprego, os salários auferidos, o rendimento disponivel das familias, a escolaridade da população adulta, o nível de consumo e os juros praticados.
Acontece que o lixo que produzimos pode ser, também, um indicador importante referente à nossa saúde económica.
Os hábitos de consumo mudaram, sobretudo ao longo das últimas décadas, e com eles mudou o tipo de lixo que produzimos.
A composição dos lixos, nos últimos 15 anos, tem mudado, quer em termos quantitativos, quer em termos qualitativos.
Um dos sintomas da evolução da qualidade de vida incide sobre o P.E.A. (Peso Específico Aparente ) do lixo, pois verifica-se, felizmente, um decréscimo.
Em 1978 o P.E.A. do lixo, em média em Portugal, era de 329 quilos/m3 e, actualmente em Portugal, o P.E.A. ronda os 202 quilos/m3.
O lixo que se produz numa comunidade não é homogeneo :
- o que se rejeita numa zona comercial é diferente do de uma zona residencial
- o que se rejeita numa zona residencial varia em função do estrato social
- o que se rejeita numa zona residencial varia ao longo do mês(disponibilidades orçamentais das familias )
- o que se rejeita numa zona de lazer varia conforme a sazonalidade
Enfim, todos os dias somos obrigados a conviver com o problema do lixo.
Às vezes, somos obrigados a desfazer-nos de objectos por falta de espaço nas nossas casas, deitando para o lixo objectos de plástico, de madeira, de metal, de vidro, de tecido etc.
Pensamos que o caso fica arrumado, mas não fica, pois é aí que começa o problema.
Os objectos em causa são despejados nas ruas, vão encher contentores, que vão encher camionetas, que vão ser despejados.
ONDE ?




